14.7.10

Capítulo 6 - Sem sangue

Reza a lenda que amigos são anjos sem asas. Se essa história for verídica (eu acredito que seja!) estou bem protegida.

Meus amigos são meus irmãos. O papinho “Precisa ter o mesmo sangue” não cola comigo. Sei que isso não é sinônimo de amor e querer bem. Vejo irmãos que saíram do mesmo ventre brigando como cão e gato, pai que renega o próprio filho, famílias completamente destruídas por problemas inimagináveis... E o sangue, galera?! Não conta?! Lógico que não! O importante é amar com coração aberto.

Minha história é exemplo até para mim mesma. É fácil aceitar que posso ser irmã de muitos, mesmo não tendo sangue de nenhum. A adoção desprende o ser humano de rótulos impostos pela sociedade e facilita a prática do “fazer o bem sem olhar a quem”.

Posso jurar que puxei cada um dos meus “irmãos”. Quero apresentá-los a vocês, meus queridos leitores. São muitos anjinhos e preciso de mais e mais capítulos, por isso farei um texto para cada um... Isso mesmo! Terá história para dar e vender aqui no blog.

Parece bobagem eu escrever com tantos detalhes minha história, mas é importante para mostrar como uma pessoa adotada pode ser bem resolvida. Digo e repito que a verdade é importantíssima para a criação de um filho do coração. SEMPRE!

* Dedico a música You've Got A Friend para vocês, meus irmãos de alma e coração.

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