4.1.10

Capítulo 1 - A chegada inesperada

Inverno de 1983. Frio intenso e chuva constante no sul do Brasil.

Inverno de 1983. Brisa gelada na beira da praia do litoral paulista.

Inverno de 1983. Terça-feira de trabalho intenso em São Paulo.

Três histórias cruzadas às 22h30 em 05 de julho.

Minha mãe aproveitava as férias para visitar sua família na praia. Já meu pai seguia seu trabalho em São Paulo. Eu estava embrulhada para presente aguardando a hora exata para entrar em cena.

A cegonha deveria deixar um bebêzinho na porta da casa de meus pais já que estavam casados há muitos anos, mas ela insistia em passar na casa de meus tios. Meu pai gostava de brincar com meus primos e minha mãe ficava encantada com a doçura de minhas primas, mas eles queriam mais... Queriam padecer no paraíso.

Colocaram seus nomes na lista de adoção à brasileira (muito utilizada antigamente e não recomendada!) de uma enfermeira que trabalhava no hospital de uma cidade catarinense. Sabiam que demoraria a chegar a princesa do lar, pois tinham alguns casais na frente a espera de uma criança, por isso se quer decoraram o quartinho ou compraram roupinhas.

Sua filha nasceu". Foi numa simples ligação telefônica que minha mãe recebeu a notícia que mudaria todas as noites de sua vida (e suas férias também). Tão pronto ela avisou meu pai que agora não seria apenas marido, mas seria, sim exemplo de um pequeno ser que estava a caminho de casa.

O casal mencionado acima segue um estilo discreto. Acampamento, escalada ou qualquer aventura deste segmento jamais entraria no repertório dele! Entretanto a aventura estava apenas começando quando decidiram me buscar.

Ah, vocês devem pensar... Mas eles não arrumaram nada para minha chegada? Não! Pela lógica eu não deveria chegar naquela época do ano... Quer dizer, não deveria ser entregue a eles. Acontece que todos os casais antecedentes aguardavam a chegada de menino, e meus pais eram os primeiros na lista que tinham preferência por menina. Mas posso dizer que o motivo de eu ter chegado nesta família é que Deus quis assim (e não tinha escolha melhor!).

Maria Luiza. Nome português escolhido por meu pai. Fui registrada antes mesmo do1º encontro com meus pais. Diz minha mãe que seu coração pressentiu que tudo caminharia bem e que realmente sua filha havia nascido e já que não havia dúvida foram ao cartório e lá tiraram minha certidão de nascimento.

A aventura pelas bandas de Santa Catarina vocês conhecerão no próximo post...

1 comentários:

gabitoca82 disse...

Oi Malu adorei o que escreveu só queria dizer e perguntar umas coisinhas...
Primeiro desculpa a gravides não dura 9 meses, se conta a partir do primeiro dia da sua ultima mesntruaçao e isso dará 40 semanas (10 meses )é foi um choque pra mim tambem rssss
Gostaria de saber se você tem mais informaçao sobre adoçao, amor por uma pessoa pode ser maior que a gente independentemente da onde e como ela chegou em nossas vidas e isso pelo menos pra mim é indiscutível, mas estava pesquisando sobre adoçao aqui no brasil a burocracia e o tempo de espera é tão grande(5 anos acho se for brasileiro e se for para pais estrangeiros o tempo cai) que fico pensando adoçao seria pra alguem que realmente não consegue ter filhos.
Já escutei falar que a dificuldade é tão grande que mesmo com problemas de engravidar e tendo que fazer tratamentos seria mais fácil ter um filho à passar por essa burocracia que temos que passar. Gostaria de saber se você tem informação sobre isso e sua opnião sobre.. Bjoes Gabi do rousseau.